O Brasil registra, entre 2024 e 2025, uma retração histórica em seu contingente escolar. De acordo com os dados do Censo Escolar 2025, revelados nesta quinta-feira (26) pelo Inep, o número de matrículas na educação básica sofreu uma queda de 1,07 milhão, recuando de 47,08 milhões para 46,01 milhões. Em termos absolutos, a redução supera o declínio observado no período mais crítico da pandemia de Covid-19.
O ministro da Educação, Camilo Santana, e técnicos do MEC atribuem a diminuição a dois fatores centrais: a queda demográfica na população em idade escolar nos últimos quatro anos e a redução da repetência, com fluxos de aprovação mais dinâmicos. Apesar da queda absoluta, o governo sustenta que o atendimento proporcional está aumentando. “Essa (queda nas matrículas) é um dado bom”, afirmou o ministro.
— Manuel Palacios, Presidente do Inep.
Ensino Médio: O Menor Nível do Século
Apesar das iniciativas governamentais para conter a evasão, o ensino médio atingiu seu menor patamar de matrículas em toda a série histórica do século XXI, totalizando 7,3 milhões de alunos. A rede pública registrou uma queda de aproximadamente 6,30%, enquanto a rede privada manteve-se resiliente com um crescimento discreto de 0,59%.
O estado de São Paulo foi o destaque negativo do Censo: em apenas doze meses, perdeu 251.987 alunos nesta etapa, um recuo de 13,6%. Em nível nacional, apenas Amapá (+0,84%), Distrito Federal (+0,53%) e Pernambuco (+0,42%) apresentaram tendências de crescimento.
Educação Infantil e Metas do PNE
A base da pirâmide também apresenta sinais de estagnação, com o recuo de 205.712 matrículas na educação infantil. O país não cumpriu as metas do Plano Nacional de Educação (PNE) para 2024: o acesso às creches parou em 39,7% (contra meta de 50%) e a pré-escola em 93,4% (contra meta de 100%). Gabriel Corrêa, da ONG Todos Pela Educação, alerta que o país precisará abrir mais de 1 milhão de novas vagas em creches na próxima década.
EJA e Técnico Subsequente
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) registrou queda de 5,8%, com 130 mil alunos a menos apenas no ensino médio. No setor profissionalizante, o Ensino Técnico Subsequente teve a maior queda proporcional de todo o relatório: -16,25%, sinalizando que mais de 161 mil brasileiros deixaram de buscar requalificação técnica após a conclusão da educação básica.
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